"Uma águia nunca voa só. Vive e voa sempre em pares. Importa aqui recordar a lição de um mestre do Espírito. O ser humano-águia é como um anjo que caiu de seu mundo angelical. Ao cair, perdeu uma das asas. Com uma asa só não pode mais voar. Para voar tem de abraçar-se a outro anjo que também caiu e perdeu uma asa. Em sua infelicidade, os anjos caídos mostram-se solidários. Percebem que podem ajudar-se mutuamente. Para isso, devem se abraçar e completar suas asas. E só assim, abraçados e juntos, com a asa de um e de outro, podem voar. Voar alto rumo ao infinito do desejo. Sem solidariedade, sem compaixão e sem sinergia, ninguém recupera as asas da águia ferida que carrega dentro de si. Um fraco mais um fraco não são dois fracos, mas um forte. Porque a união faz a força. Uma asa mais uma asa não são duas asas, mas uma águia inteira que pode voar, ganhar altura e recuperar sua integridade e sua libertação."
Leonardo Boff - 1997
Hoje me sinto um humano-águia com uma asa só, procurando outros humanos-águias de uma só asa, que queiram alçar vôo.
Vôo que nos leve ao calor da solidariedade, que desperte ou avive em nós o sentido da vida.
Muito mais do que ter um sucesso, preciso viver o anonimato da busca de ser parte da mudança em meu ambiente.
Quero asas diversas em tamanho e plumagem para voar em franca recuperação de nossa integridade. E estas asas estão tão perto uma das outras, e mesmo assim, continuamos a procurá-las.
Quem souber de algum anjo de uma só asa vagando por perto, me avise. Vou correndo abraçá-lo.
Sou mistura da terra que escolhi viver e que já me fiz raiz. Sou semente que foi jogada pelo vento Vieira já em minha meninice, nesta terra dos aromas variados. Cheirinho de mato, de terra molhada e água salgada. Nem mesmo as sombras que insistem em escurecer minha terra, poderão me fazer menos amante de Mangaratiba. contato:raylsoncastro@hotmail.com
sexta-feira, 11 de dezembro de 2009
terça-feira, 8 de dezembro de 2009
Ética? Moral? Cidadania...
" A ética deve fundar-se no bem comum, no respeito aos direitos do cidadão e na busca de uma vida digna para todos" (Ferreira Gullar)
A ética não se confunde com a moral. A moral é a regulação dos valores e comportamentos considerados legítimos por uma determinada sociedade, um povo, uma religião, uma certa tradição cultural, etc. Há morais específicas, também, em grupos sociais maisi restritos: uma instituição, um partido político...Há, portanto, muitas e diversas morais. Isso significa que uma moral é um fenômeno social particular, que não tem compromisso com a universalidade, isto é, com o que é válido e de direito para todos os homens.
Já a ética é uma reflexão crítica da moralidade. Mas ela não é puramente teoria. A ética é um conjunto de princípios e disposições voltadas para a ação, historicamente produzidos, cujo objetivo é balizar as ações humanas. A ética existe como uma referência para os seres humanos em sociedade, de modo tal que a sociedade possa se tornar cada vez mais humana.
A ética pode e deve ser incorporada pelos indivíduos sob a forma de uma atitude diante da vida cotidiana capaz de julgar criticamente os apelos acríticos da moral vigente.
Entre a moral e a ética há uma tensão permanente: a ação moral busca uma compreesão e uma justificação crítica universal, e a ética, por sua vez, exerce uma permanente vigilância crítica sobre a moral, para reforçá-la ou transformá-la.
Assunto chato? Pode até ser que avaliar nossas atitudes e compromissos, seja de fato maçante, mas sem parar de vez em quando para pensar em moral, ética e cidadania, somos barco a deriva, que qualquer um acaba se considerando apto a conduzir.
Sendo assim, não poderia deixar de falar em administração pública, pois é ela que desenvolve as atividades estatais visando ao bem comum, de acordo com a lei.
Administração pública é o conjunto de órgãos, funções e agentes públicos com a finalidade de desenvolver as atividades do Estado, visando à consecução dos INTERESSES COLETIVOS. A administração pública deve expressar o compromisso do estado com o BEM-ESTAR da COLETIVIDADE.
Tais atividades devem ser realizadas em conformidade com aquilo que a lei estabelece e de acordo com os princípios constitucionais que regem a Administração Pública.
Esta deve obedecer aos seguintes princípios:
Legalidade - obediência à lei;
Impessoalidade - inexistência de preferências, privilégios ou diferenciações que não sejam previstos na lei;
Moralidade - princípios éticos de justiça e probidade;
Publicidade - visibilidade e transparência das ações públicas;
Eficiência - desempenho satisfatório das atividades a fim de alcançar os melhores resultados na prestação dos serviços públicos.
Não vou nem questionar a administração pública no âmbito federal, nem mesmo estadual.... vamos pensar na célula menor que é nosso município, tão pequeno e tão fácil de ser questionado...
Estamos participando? Estamos satisfeitos? Corresponde a nossa expectativa? Estão obedecendo aos princípios de nossa constituição, em seu art.37?
E como hoje estou chata demais, termino esta postagem com uma citação do Herbert de Souza - o Betinho, para que uma pessoa muito querida, que um dia destes me disse não conhecer por ser muito nova, possa ter uma idéia de quem muito agregou em nosso país.
"Eu preciso participar das decisões que interferem na minha vida. Um cidadão com um sentimento ético forte e consciência da cidadania não deixa passar nada, não abre mão desse poder de participação."
A ética não se confunde com a moral. A moral é a regulação dos valores e comportamentos considerados legítimos por uma determinada sociedade, um povo, uma religião, uma certa tradição cultural, etc. Há morais específicas, também, em grupos sociais maisi restritos: uma instituição, um partido político...Há, portanto, muitas e diversas morais. Isso significa que uma moral é um fenômeno social particular, que não tem compromisso com a universalidade, isto é, com o que é válido e de direito para todos os homens.
Já a ética é uma reflexão crítica da moralidade. Mas ela não é puramente teoria. A ética é um conjunto de princípios e disposições voltadas para a ação, historicamente produzidos, cujo objetivo é balizar as ações humanas. A ética existe como uma referência para os seres humanos em sociedade, de modo tal que a sociedade possa se tornar cada vez mais humana.
A ética pode e deve ser incorporada pelos indivíduos sob a forma de uma atitude diante da vida cotidiana capaz de julgar criticamente os apelos acríticos da moral vigente.
Entre a moral e a ética há uma tensão permanente: a ação moral busca uma compreesão e uma justificação crítica universal, e a ética, por sua vez, exerce uma permanente vigilância crítica sobre a moral, para reforçá-la ou transformá-la.
Assunto chato? Pode até ser que avaliar nossas atitudes e compromissos, seja de fato maçante, mas sem parar de vez em quando para pensar em moral, ética e cidadania, somos barco a deriva, que qualquer um acaba se considerando apto a conduzir.
Sendo assim, não poderia deixar de falar em administração pública, pois é ela que desenvolve as atividades estatais visando ao bem comum, de acordo com a lei.
Administração pública é o conjunto de órgãos, funções e agentes públicos com a finalidade de desenvolver as atividades do Estado, visando à consecução dos INTERESSES COLETIVOS. A administração pública deve expressar o compromisso do estado com o BEM-ESTAR da COLETIVIDADE.
Tais atividades devem ser realizadas em conformidade com aquilo que a lei estabelece e de acordo com os princípios constitucionais que regem a Administração Pública.
Esta deve obedecer aos seguintes princípios:
Legalidade - obediência à lei;
Impessoalidade - inexistência de preferências, privilégios ou diferenciações que não sejam previstos na lei;
Moralidade - princípios éticos de justiça e probidade;
Publicidade - visibilidade e transparência das ações públicas;
Eficiência - desempenho satisfatório das atividades a fim de alcançar os melhores resultados na prestação dos serviços públicos.
Não vou nem questionar a administração pública no âmbito federal, nem mesmo estadual.... vamos pensar na célula menor que é nosso município, tão pequeno e tão fácil de ser questionado...
Estamos participando? Estamos satisfeitos? Corresponde a nossa expectativa? Estão obedecendo aos princípios de nossa constituição, em seu art.37?
E como hoje estou chata demais, termino esta postagem com uma citação do Herbert de Souza - o Betinho, para que uma pessoa muito querida, que um dia destes me disse não conhecer por ser muito nova, possa ter uma idéia de quem muito agregou em nosso país.
"Eu preciso participar das decisões que interferem na minha vida. Um cidadão com um sentimento ético forte e consciência da cidadania não deixa passar nada, não abre mão desse poder de participação."
domingo, 6 de dezembro de 2009
O Havaí é aqui!
Ontem me senti em outro país, ou melhor, fui a um arquipélago que não era de meu município.
Por volta das 22:00 hs resolvi passear e ultrapassei a barreira do tempo e num piscar de olhos, estava eu no Havaí.
Chegando lá, o som alto me fez perceber o que tinha acontecido, som acima do permitido em meu município, tocava músicas de funk e vez por outra algum reggae.
Jovens adolescentes ao chegarem ao paraíso, recebiam o colar de flores de plástico para que soubessem que estavam no maravilhoso clima de festa dos nativos.
Na porta os príncipes nativos e os agregados, recepcionavam a criançada que se sentia em conto de fadas tupiniquim, participando da encenação de poder.
A festa dos príncipes utilizou-se dos vassalos do Rei para que os jovens pudessem ter sua noite de glória. Seguranças e funcionários do reinado "gentilmente" trabalharam nesta noite tão importante, mas que não agradou a alguns pobres nativos que ousadamente reclamaram aos palacianos.
Por volta de 24:00 hs, as crianças que haviam entrado, foram retiradas do baile e só poderiam entrar com a presença de seus responsáveis. Enquanto isto, os príncipes na entrada do evento mostravam seu poder entre os jovens, e empavonados se exibiam como caricaturas do Rei.
A força da lei estava presente na porta com a presença de uma patrulha que após a entrada, se retirou e aqueles nativos que haviam se queixado do som, foram informados que tudo estava correto, conforme foi dito pelo superior da patrulha.
Os infelizes reclamantes foram orientados a se dirigir a outra ilha do arquipélago para apresentar queixa e fazer um BO..... segundo o vassalo que atendeu a ligação, seria a orientação do representante da lei.
Como resido em outro país, pensei que no Havaí as coisas são mais livres, visto que na festa, as pessoas podiam utilizar um pó branco para desentupir nariz, o som não afeta ao povoado no entorno e até mesmo alguns secretários do Rei comparecem a festa para coordenar melhor os pequenos entraves que a população pode causar aos pequenos príncipes.
Quando era 01:30hs, alguns insistentes menores, puderam entrar pois os jovens donos do Havaí, deram sua permissão.
Fiquei tonta com o que vi e peguei meu carro, acionei o acelerador para que voltasse para Mangaratiba na mesma velocidade que cheguei ao Havaí e assim, me sentiria aliviada de chegar onde a ordem, a ética e a decência são características do governo.
Que pena! Não consegui! Eu ainda estou no Havaí!
Por volta das 22:00 hs resolvi passear e ultrapassei a barreira do tempo e num piscar de olhos, estava eu no Havaí.
Chegando lá, o som alto me fez perceber o que tinha acontecido, som acima do permitido em meu município, tocava músicas de funk e vez por outra algum reggae.
Jovens adolescentes ao chegarem ao paraíso, recebiam o colar de flores de plástico para que soubessem que estavam no maravilhoso clima de festa dos nativos.
Na porta os príncipes nativos e os agregados, recepcionavam a criançada que se sentia em conto de fadas tupiniquim, participando da encenação de poder.
A festa dos príncipes utilizou-se dos vassalos do Rei para que os jovens pudessem ter sua noite de glória. Seguranças e funcionários do reinado "gentilmente" trabalharam nesta noite tão importante, mas que não agradou a alguns pobres nativos que ousadamente reclamaram aos palacianos.
Por volta de 24:00 hs, as crianças que haviam entrado, foram retiradas do baile e só poderiam entrar com a presença de seus responsáveis. Enquanto isto, os príncipes na entrada do evento mostravam seu poder entre os jovens, e empavonados se exibiam como caricaturas do Rei.
A força da lei estava presente na porta com a presença de uma patrulha que após a entrada, se retirou e aqueles nativos que haviam se queixado do som, foram informados que tudo estava correto, conforme foi dito pelo superior da patrulha.
Os infelizes reclamantes foram orientados a se dirigir a outra ilha do arquipélago para apresentar queixa e fazer um BO..... segundo o vassalo que atendeu a ligação, seria a orientação do representante da lei.
Como resido em outro país, pensei que no Havaí as coisas são mais livres, visto que na festa, as pessoas podiam utilizar um pó branco para desentupir nariz, o som não afeta ao povoado no entorno e até mesmo alguns secretários do Rei comparecem a festa para coordenar melhor os pequenos entraves que a população pode causar aos pequenos príncipes.
Quando era 01:30hs, alguns insistentes menores, puderam entrar pois os jovens donos do Havaí, deram sua permissão.
Fiquei tonta com o que vi e peguei meu carro, acionei o acelerador para que voltasse para Mangaratiba na mesma velocidade que cheguei ao Havaí e assim, me sentiria aliviada de chegar onde a ordem, a ética e a decência são características do governo.
Que pena! Não consegui! Eu ainda estou no Havaí!
sexta-feira, 4 de dezembro de 2009
É Dezembro
Ano novo???
Tudo é cíclico neste mundo, as mazelas humanas então são as que mais me chamam atenção pela capacidade de fazer retroagir em hábitos e conceitos as poucas evoluções sociais e morais do ser humano.
Neste final de ano vivemos o Natal, a passagem de Ano Novo e finalmente a posse dos eleitos em nosso município. Êpa! Lá vou eu falar em política, o que é o mesmo que falar de mazela. E em minha opinião é a maior mazela da humanidade, pois em nome do social, do humanitarismo e da igualdade, são cometidos os maiores crimes morais a que podemos submeter o ser humano que são a desesperança, o desencanto e o subjugar de um povo que assim perde toda capacidade de discernir e de raciocinar.
Vejamos, quando se aproxima o período eleitoral, vemos TODOS sem exceção levantar a bandeira da solidariedade, da justiça e da dignidade para seus concidadãos, seus eleitores. Prometem, choram, indignam-se e fazem do fio de esperança de cada um de seus eleitores o cordão que os levará aos cargos tão disputados. É chamado plano A.
Passado este período o que vemos? Os não eleitos passam ao plano B, ou seja, não se articulam em programas sociais, não se organizam em projetos que capacitem seu povo, para que dignificassem os votos recebidos sejam poucos ou muitos. Enfim, massacram com seu descaso a conduta do eleitor que a cada eleição torna-se mais alienado, imediatista e sem consciência cidadã. Dizem-se traídos, desencantados e todo “gás social” acaba em chama de palito de fósforo.
E os eleitos? Ah! Estes começam o plano C. O povo volta ao seu lugar de subvida e eles dão continuidade aos projetos de traições, de egocentrismos, e por aí afora.
Iniciam suas ações de vingança, em qualquer âmbito em que tenham poder para tal. Demitem, transferem, isolam comunidades que não corresponderam às expectativas, unem-se a desafetos antigos para esmagar novos desafetos.
Interesses pessoais estão acima dos interesses coletivos, em nome de uma falsa prerrogativa de que “política é assim mesmo”, são capazes de cometer as maiores arbitrariedades ao povo e a seus correligionários.
Podemos perceber o quanto são “doentes”, quando se dirigem ao povo e se utilizam de palavras que os colocam como salvadores e magnânimos.
Algumas palavras que foram ditas em discursos de posse mostram bem como agem estes “senhores”. Falam em “ajudar” o povo, e meus queridos eleitos o povo não deve ser ajudado, deve ter seus direitos assegurados. Falam que foram “massacrados” e novamente digo que o massacre quem sofre é o povo que não tem de seus representantes o compromisso de fazer valer sua dignidade, sua sobrevivência e sua esperança.
Tive algumas alegrias (sórdidas), o posicionamento de dois reeleitos vereadores que “chutaram o pau da barraca” e levantaram a bandeira do funcionalismo público.
A conquista da presidência da Câmara pela pseudo “oposição” também me alegrou e espero que a população ou ao menos algum grupo saiba se aproveitar deste racha esperado incentivando e cobrando posicionamentos desta natureza a nossos vereadores. Enfim, saibamos também nos aproveitar destas posições para conseguirmos algum proveito coletivo ao povo sofrido de nosso município.
Executivo, execute suas funções e se lembre que a palavra executar neste caso refere-se à função de fazer, cumprir, tocar. Diferente de “executar”, supliciar, matar......
Legislativo, legisle e fiscalize sim o executivo, mas não interfira nas ações socialmente corretas inerentes a função do mesmo.
Eleitores fiscalizem seus eleitos, participem dos conselhos municipais, mobilizem-se em associações de bairro, classes, compareçam as reuniões da Câmara, cobrem prestações de contas...... É dever, direito e obrigação de todos nós.
Mais um texto antigo que sofre alteração quando falo de um dos vereadores reeleitos que infelizmente foi assassinado.
O que aconteceu? Só Deus e os assassinos sabem.
O ano passou, os funcionários públicos continuam a amargar a dor de terem sidos ludibriados.
A Justiça cega, surda e muda continua em estado vegetativo, deixando que os vermes continuem a roer a carne da população.
E novidades? Tinha me esquecido..... temos agora o choque de ordem! Aprovado na íntegra por muitos e que levará nosso governante a parodiar o prefeito do Rio e chamar um especialista em segurança para ajudar nesta missão.
Assim por módicos R$ 10,00 de cada residência, teremos a segurança garantida.
No restante, tudo continua como 2005, 2006, 2007, 2008, 2009.... 2010
Neste final de ano vivemos o Natal, a passagem de Ano Novo e finalmente a posse dos eleitos em nosso município. Êpa! Lá vou eu falar em política, o que é o mesmo que falar de mazela. E em minha opinião é a maior mazela da humanidade, pois em nome do social, do humanitarismo e da igualdade, são cometidos os maiores crimes morais a que podemos submeter o ser humano que são a desesperança, o desencanto e o subjugar de um povo que assim perde toda capacidade de discernir e de raciocinar.
Vejamos, quando se aproxima o período eleitoral, vemos TODOS sem exceção levantar a bandeira da solidariedade, da justiça e da dignidade para seus concidadãos, seus eleitores. Prometem, choram, indignam-se e fazem do fio de esperança de cada um de seus eleitores o cordão que os levará aos cargos tão disputados. É chamado plano A.
Passado este período o que vemos? Os não eleitos passam ao plano B, ou seja, não se articulam em programas sociais, não se organizam em projetos que capacitem seu povo, para que dignificassem os votos recebidos sejam poucos ou muitos. Enfim, massacram com seu descaso a conduta do eleitor que a cada eleição torna-se mais alienado, imediatista e sem consciência cidadã. Dizem-se traídos, desencantados e todo “gás social” acaba em chama de palito de fósforo.
E os eleitos? Ah! Estes começam o plano C. O povo volta ao seu lugar de subvida e eles dão continuidade aos projetos de traições, de egocentrismos, e por aí afora.
Iniciam suas ações de vingança, em qualquer âmbito em que tenham poder para tal. Demitem, transferem, isolam comunidades que não corresponderam às expectativas, unem-se a desafetos antigos para esmagar novos desafetos.
Interesses pessoais estão acima dos interesses coletivos, em nome de uma falsa prerrogativa de que “política é assim mesmo”, são capazes de cometer as maiores arbitrariedades ao povo e a seus correligionários.
Podemos perceber o quanto são “doentes”, quando se dirigem ao povo e se utilizam de palavras que os colocam como salvadores e magnânimos.
Algumas palavras que foram ditas em discursos de posse mostram bem como agem estes “senhores”. Falam em “ajudar” o povo, e meus queridos eleitos o povo não deve ser ajudado, deve ter seus direitos assegurados. Falam que foram “massacrados” e novamente digo que o massacre quem sofre é o povo que não tem de seus representantes o compromisso de fazer valer sua dignidade, sua sobrevivência e sua esperança.
Tive algumas alegrias (sórdidas), o posicionamento de dois reeleitos vereadores que “chutaram o pau da barraca” e levantaram a bandeira do funcionalismo público.
A conquista da presidência da Câmara pela pseudo “oposição” também me alegrou e espero que a população ou ao menos algum grupo saiba se aproveitar deste racha esperado incentivando e cobrando posicionamentos desta natureza a nossos vereadores. Enfim, saibamos também nos aproveitar destas posições para conseguirmos algum proveito coletivo ao povo sofrido de nosso município.
Executivo, execute suas funções e se lembre que a palavra executar neste caso refere-se à função de fazer, cumprir, tocar. Diferente de “executar”, supliciar, matar......
Legislativo, legisle e fiscalize sim o executivo, mas não interfira nas ações socialmente corretas inerentes a função do mesmo.
Eleitores fiscalizem seus eleitos, participem dos conselhos municipais, mobilizem-se em associações de bairro, classes, compareçam as reuniões da Câmara, cobrem prestações de contas...... É dever, direito e obrigação de todos nós.
Mais um texto antigo que sofre alteração quando falo de um dos vereadores reeleitos que infelizmente foi assassinado.
O que aconteceu? Só Deus e os assassinos sabem.
O ano passou, os funcionários públicos continuam a amargar a dor de terem sidos ludibriados.
A Justiça cega, surda e muda continua em estado vegetativo, deixando que os vermes continuem a roer a carne da população.
E novidades? Tinha me esquecido..... temos agora o choque de ordem! Aprovado na íntegra por muitos e que levará nosso governante a parodiar o prefeito do Rio e chamar um especialista em segurança para ajudar nesta missão.
Assim por módicos R$ 10,00 de cada residência, teremos a segurança garantida.
No restante, tudo continua como 2005, 2006, 2007, 2008, 2009.... 2010
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