quinta-feira, 14 de julho de 2011

Miscelânea

Rapidinhas dos bastidores do novo Grande Prêmio de Mangaratiba:
O PSB está sendo procurado por todos os tipos de pessoas; os idealistas, os oportunistas, os expurgados e os amaldiçoados.
Todos querem pegar uma casquinha da credibilidade que este partido ainda possui em nosso município. Partido que pode ser considerado o único que não tem a fama de legenda de aluguel, que ainda quer promover a ideologia partidária, que procura formar politicamente seus filiados e que independente da opinião particular de algumas pessoas é inegável a seriedade com que seu presidente conduz este partido. Democraticamente, seus filiados são consultados sobre decisões do partido, o espaço para opinião e participação é aberto a todos.

Assim, vemos as moscas aportarem em reuniões, com intuitos inescrupulosos e oportunistas. Aqueles que sem eira, nem beira procuram uma vaga em sua nominata, descaracterizando o perfil do PSB.

Faz parte! Dirão alguns, mas será que vale o sacrifício? Será que este tipo de pseudo político, agregaria valores ao grupo, que mesmo pequeno, é confiável e ético? Será que a conduta do presidente não será questionada, caso se aceite determinadas correntes ao quadro do partido? Será que não levarão uma rasteira destas aves de rapinas?

Vamos ver onde isto levará! Os expurgados, os desesperados e os experimentados que já provaram serem nocivos a sociedade, em meu ver, não acrescentarão nada! Somente seremos mais um partido local a sucumbir a promessa de condução ao novo Eldorado...


Vereadores desesperados com a dança das cadeiras, são capazes de tudo em nome da perpetuação de seus mandatos e estão como prostitutas vendendo suas carinhas a todos os partidos que podem ser usados para sua reeleição. PMDB desmontado, PV descaracterizado e sem força de pré-candidatos, PRB em venda de apoio, PHS com "dono", DEM que é o partido de um homem só, PSDB em falsa oposição a espera de uns agrados mais polpudos, enfim, direita acoplada com partidos de esquerda para chegarem aos interesses de poucos.....e a população? Tome!

Êta lelê!

Iluminação da orla de Muriqui:

Depois de vários dias em total escuridão, a iluminação voltou! Um pouco mais de tranquilidade, para os moradores e transeuntes após ás 18:00 hs.

Até que enfim!

Saúde:

Continuamos com problemas gravíssimos nesta área: Se precisam de oftalmologista, percam a esperança, pois não estão marcando consultas....agenda cheia é a alegação! Exames como Ecocardiograma, levam meses para atendimento. Talvez seja uma estratégia do Secretário alienado de saúde, que quer nos deixar sem "visão" dos graves desacertos em sua gestão.

Êta secretário alienado! Talvez ele precise de uma consulta nesta especialidade para perceber o quanto é frágil sua atuação!

Merenda escolar:
Creio que agora, se ligaram no alerta que foi feito, antes mesmo da primeira postagem que fiz no blog sobre o fornecedor escolhido.....PEPINO GIGANTE que aportou por aqui!

Se liga no alerta da desconstrução!

terça-feira, 12 de julho de 2011

O Gestor público

Prometido, cumprido!

Espero o debate proposto por nossos comentaristas, principalmente aquele, a quem fiquei de responder mais detalhadamente. Convido também meus novos anônimos a esta participação.

Bom, partiremos do ponto em que a(o) comentarista, rebate a opinião de outro, afirmando que o gestor público deve ser “eficiente e eficaz”. Perdoe-me, mas isto é simplista demais e uma obviedade, além de ser uma redundância...

Para que possamos raciocinar juntos, devemos fazer alguns questionamentos que nos ajudarão muito na definição do perfil do bom gestor público. Devemos lembrar que o gestor público vai do prefeito passando por secretários, superintendentes, DIRETORES, coordenadores, supervisores, chefes de equipe e etc... Qualquer gerenciamento público fará parte deste grupo que tentaremos traçar o perfil.
Por que os resultados conquistados em quase todas as gestões públicas não atendem nossas expectativas? Quais são as características pessoais que devem apresentar os gestores para que os resultados sociais, ou simplesmente os direitos do cidadão sejam os melhores?

Essas perguntas são feitas por todos nós. Alguns pensam que os “títulos” ou diplomas serão a base para este perfil e assim, tudo estará em “boas” mãos. Mas isto não é verdade. Às vezes, pessoas que não tiveram a oportunidade de obter um diploma de graduação ou pós-graduação, apresentam-se muito melhor numa atividade gerencial do que outras com tantos títulos e diplomas. Poderia inclusive, citar nomes locais que são prova concreta do bom administrador e que dariam um show em nossa gestão, mas por hora, deixemos isto para outra postagem.


Iniciando pelo perfil, podemos pontuar simplicidade, humildade (não confundir com falta de dignidade), integridade, honestidade, coragem, empatia social. Estas características independem de diplomas e títulos. São características pessoais.

Muito importante também, são as habilidades que o gestor público precisa dominar: liderança (não confundir com autoritarismo), comunicação, capacidade de negociação, planejamento, visão empreendedora e estratégica, gestão do tempo, gestão de pessoas e inteligência emocional. Além disso, é fundamental motivar as pessoas e promover meios para que a automotivação individual seja sempre realidade. Tentando despersuadir de todas as formas pessoas cuja motivação sejam seus próprios benefícios para que se adequem as regras estabelecidas, partindo do exemplo profissional do gestor.

E chegamos ao ponto final que é escolher o método que será utilizado. Podemos fazer as mesmas coisas de maneiras diferentes, mas sempre haverá uma forma melhor do que outras, e esta, será aquela cujo objetivo é atingido mais rapidamente e com sustentabilidade. E é justamente esta a que se deve adotar.

Resumindo, se alguém quer ser um bom gestor, antes precisa ser um grande idealista, fixar os objetivos e se comprometer com eles. A gestão vem em seguida, exatamente aí que as prioridades precisam ser estabelecidas: o que fazer primeiro lugar e o que fazer em seguida.

Na obtenção dos resultados a disciplina do gestor será fundamental dentro do processo.

Traçado o perfil, passaremos aos 10 erros do gestor público:

Pensando nos pilares que balizam a Lei de Responsabilidade Fiscal, percebemos que o gestor deve se adequar a estes pilares também que são: planejamento, transparência, controle e RESPONSABILIDADE. E fechando o ideal, teremos a ética que o fará totalmente respaldado pela sociedade.

Vamos ao jogo dos 10 erros imperdoáveis do gestor público:


1º Erro - O gestor público não programa as suas ações de forma planejada, mas sim as concebe no dia-a-dia, conforme a urgência de cada situação.

2º Erro - O gestor público não dá importância ao orçamento público, concebendo-o como entrave burocrático à sua administração.

3º Erro - O gestor público não gosta de descentralizar decisões, pois entende que isto significa perda de poder.

4º Erro - O gestor público não investe em capacitação e nem tampouco busca as melhores referências profissionais. O seu foco é político e não técnico.

5º Erro - O gestor público tem receio de ser transparente, pois teme ser questionado sobre as suas ações.

6º Erro - O gestor público não tem o hábito de socializar informações e de utilizá-las em sua estratégia de ação.

7º Erro - O gestor público fica tentando inventar a roda, quando poderia aperfeiçoar e adequar para a sua realidade situações já existentes.

8º Erro - O gestor público ainda não acredita que será punido se cometer erros ou prejuízos à sociedade.

9º Erro - O gestor público administra a coisa pública como se fosse uma administração doméstica e baseada em contabilidade de botequim.

10º Erro - O gestor público não se preocupa em ser responsável do ponto de vista legal, mas sim em ser eficiente do ponto de vista político.

Qualquer semelhança não é mera coincidência.


Por fim, a pergunta que não quer calar e para responder, transcrevo na íntegra o artigo do Jornal do Brasil Econômico de 30/03/2011 Autor: Gilberto Porto Barbosa .

A qualidade dos gastos públicos é um meio ou um fim?
A falta de recursos para promover novos investimentos ou, em alguns casos mais críticos, até para honrar os compromissos já existentes, é um desafio encontrado por diversos gestores públicos.

Nesse sentido, a busca pela racionalidade nos gastos tem sido uma preocupação cada vez mais frequente como forma de disponibilizar os recursos necessários para a execução do plano de governo.

A solução mais utilizada para esse problema de orçamento é o ajuste fiscal. Nesse modelo, o governo avalia a possibilidade de aumentar suas receitas com o aumento da carga tributária e/ou reduzir suas despesas correntes com a redução dos gastos.

Como a primeira alternativa transfere para a população o custo da ineficiência da máquina pública e, ao mesmo tempo, é uma medida que cada vez encontra maior resistência, priorizaremos as ações de redução de despesas correntes.

Para melhorar a qualidade do gasto público, o gestor tem duas principais alternativas: reduzir o consumo e/ou reduzir custos de compra. Geralmente essas medidas são adotadas em conjunto, pois não adianta apenas melhorar o consumo, como por exemplo reduzir o número de passagens e diárias, sem necessariamente reduzir também o seu custo de compra, com uma melhor negociação junto a seus fornecedores.

Para a redução do consumo deve-se avaliar o histórico, identificar as melhores práticas entre os departamentos, avaliar onde estão as ineficiências e, a partir dessas referências, propor ações de otimização.

Já a redução dos preços dos insumos é realizada por meio de uma melhoria do processo de planejamento de compras onde o gestor passa a centralizar seus pedidos, aprimorar sua logística e consequentemente reduzir seu custo total de compra junto a seus fornecedores.

Como resultado é comum encontrarmos reduções de gastos de 10 à 20% com o uso dessas técnicas. Contudo, é importante destacar que o ajuste fiscal não deve ser o principal objetivo, mas um meio para disponibilizar recursos para a execução dos programas de governo.

Por isso, tão importante quanto o ajuste deve ser a preocupação com a melhoria da qualidade dos serviços e a efetividade das políticas públicas.

Assim, o principal desafio do gestor público está em conciliar uma agenda de redução dos gastos com as iniciativas de melhoria de resultados em áreas prioritárias como a saúde, educação e a segurança pública.

A falta de recursos não pode ser um motivo para o não atendimento das necessidades regionais e sim uma oportunidade de inovar e redesenhar as ações com objetivo de melhorar a efetividade das políticas públicas.

Dessa forma, a agenda de governo deve identificar claramente quais resultados deverão ser entregues para a sociedade e quais os recursos necessários para sua execução.
Com essa priorização será possível fazer uma melhor alocação dos recursos disponíveis e com isso atender as necessidades da população, mesmo com restrições orçamentárias. Deixar de entregar resultados não é uma opção ainda que em um cenário de contingência de recursos.


Assim, termino, convocando meus comentaristas a reverem seus conceitos, de gestão pública, adequando tais conceitos a nossa dura realidade municipal, vestindo as carapuças apropriadas, identificando suas falhas para que possamos vivenciar o direito a nossa cidadania, com qualidade, respeito e principalmente unificados em nosso objetivo comum, deixando de lado egos inflamados e inapropriados.



Fonte de consulta:


EDINALDO MARQUES
Engenheiro Civil, Professor da UFAL, Mestre em Administração, Consultor e Palestrante

Sérgio Roberto Bacury de Lira

domingo, 10 de julho de 2011

É assim que sinto Mangaratiba!!!!

Amo demais este lugar! E para isto, nem precisamos ser governantes e afins!



Como não amar?....



É assim, como nesta música....

quinta-feira, 7 de julho de 2011

Marina Silva

Acompanho a trajetória de Marina Silva porque ela é algo novo neste momento histórico do Brasil em que tudo que poderia ser diferente, é e continuará igual, se nada mudar em todos nós. É possível discordar de suas ideias, mas é muito difícil duvidar de sua ética. E ética, é algo que precisamos beber constantemente em nossas vidas.
Sou fã da delicadeza de Marina Silva, ou Osmarina, que sabe como se ganha a vida e como se caminha na frente das adversidades. Mulher que já foi seringueira, empregada doméstica e que aos 16 anos, ainda não era alfabetizada, mas que com coragem e esforços que só encontramos nos melhores combatentes, se tornou professora. A inteligência foi a herança recebida, mas o aproveitar este legado, foi sua tenacidade. A elegância de Marina não está em modismos ou na forma de se vestir, mas transborda em seus gestos e ações.
Quem tiver um tempinho disponível para ouvir Marina Silva, disponibilizo os vídeos de sua participação no programa Roda Viva, apresentado no dia 13/06 em que ela comenta sobre o momento político no país, fala sobre o novo código florestal e a Usina de Belo Monte, assuntos que parecem tão distantes de nosso cotidiano, mas que interferem em nossa vida, nossos destinos e nossas expectativas de dias melhores.
Vivemos um momento de decisões de rumos a serem tomados e não podemos deixar de fazer parte destas decisões. Em nossa vida, quando não há um posicionamento, quando não compreendemos o momento que definirá nossa existência e de nossos filhos, estaremos jogando esta responsabilidade nas mãos de outros que sempre decidirão com ideias e falta de ideais que tanto vemos em nossa causa pública.
Como diz Marina, "as decisões e suas consequencias devem ser pensadas para longo prazo, mas os políticos são de curto prazo."
Ou nos relacionamos com o meio ambiente, ou não teremos esta chance mais adiante, pois ainda temos uma grande parte da população que coloca este tema como luxo, assunto pequeno ao qual não devemos dar a devida importância. E recursos naturais e a sua falta de preservação, já interferem em nossas vidas. Tais questionamentos nos levariam a refletir sobre todas as perdas que já sofremos pela contaminação do meio ambiente e que nem mesmo nos importamos com lixões, rios poluídos, águas contaminadas, falta de saneamento básico, que adoecem o corpo e matam a dignidade.
E a manipulação de conceitos, ocorre firme quando o assunto é meio ambiente, para que a festa de poucos continue a ser o funeral de todos. Afirmam que ecologistas ou aqueles que lutam por preservação ambiental são contra o progresso e desenvolvimento, demonstrando assim, a ignorância e a ganância destes "progressistas" de plantão, que nunca se sentiram capazes de promover o desenvolvimento sustentável e consequentemente aderir a conceitos mais atuais de progresso.
O Brasil quer caminhar na contra-mão dos demais países, "desenvolvendo-se" com práticas abolidas no restante do mundo.

Marina Silva é a única que mantém um discurso embasado em conhecimento, voltado para mudanças de futuro para nossos descendentes. Mas, sem que a sociedade tenha um envolvimento, a democracia é somente uma historinha que contamos como uma utopia. A questão ambiental é nosso cotidiano, ela abrange educação, saúde, obras, turismo e principalmente atinge em cheio nossa dignidade, liberdade e direitos a vida plena

Assistam Marina: