sexta-feira, 27 de maio de 2011

Lançamento de franquia

Fiquei impressionada com a capacidade de administração do médico Antonio Palocci e seria interessante que além do livro que já foi lançado em 2007, com o título "Sobre formigas e cigarras", onde narra os bastidores da política econômica do país, deveria lançar no mercado a franquia de sua empresa de consultoria.


"Nunca na história deste país", viu-se coisa assim!

O cara consegue ser consultor milionário, aumentar vinte vezes seu patrimônio em apenas quatro anos e ainda é médico em condição "ativa", com carga de 30 hs em Ribeirão Preto. E ainda acham que estas coisas foram inventadas em Mangaratiba...

Este homem é tão trabalhador que está mesmo no partido certo, afinal o PT é o partido ideal para os "trabalhadores". Coisas do fisiologismo!

Então penso que seria maravilhoso que lançasse no mercado franquias de sua empresa. Seria um sucesso para aqueles que querem investir em "dinheiro fácil".

Poderíamos nos juntar aqui em Mangaratiba, apurar uns trocados e pedir aos petistas que estão no poder local, para darem uma força para nós munícipes e conseguiríamos a primeira franquia de Palocci.

"Eles" falariam com o senador Lindinho, que por sua vez repassariam nosso pedido ao Lula que daria uma força com Palocci para que o lançamento desta franquia ocorresse por aqui.

Então, será que nossos "amigos" de São João de Meriti, Volta Redonda e os da terra, poderiam começar esta ação entre "amigos" petistas para levarem ao ministro, este pedido da população?

Afinal, isto seria uma Ação Social, e este me parece ser o campo de atuação deles em Mangaratiba, não é?

Amanda Gurgel e Mangaratiba

Uma leitora do blog, pediu que eu "tentasse" fazer a correlação entre o depoimento de Amanda Gurgel e nossa relidade.

No blog da Márcia Olivieri, temos o vídeo que abalou e deu uma "catucada" em toda a classe, transmitiu a todas as mulheres que dá para ser "diferente" em um país que se cala diante de injustiças, desvalorizações e incertezas conceituais quanto ao que é "certo" e "errado".


Fiquei aqui pensando, e cheguei a conclusão de que o vídeo já é a essência de tudo que poderia escrever, o depoimento dela é suficiente para uma reflexão maior. E nada que pudesse escrever, seria tão bom quanto a mensagem que ela nos lançou de cara limpa e de forma simples.


Lembrei do dia em que a classe de Mangaratiba, foi até a Câmara e conquistou seu aumento, insuficiente ainda para manter a dignidade profissional, mas que no momento era o que se podia negociar. Lembrei de como conseguiram manter a dignidade mesmo quando os vereadores, Sr. Kabeça e Sidinho, se sentiram "ofendidos" com um cartaz em que se perguntava se "eles viveriam" com o salário delas, o que as obrigou a retirar o cartaz "tapa na cara". Este cartaz continha a mesma pergunta que Amanda Gurgel fez aos deputados.... mas me lembrei também, que ninguém, mas ninguém mesmo, solicitou melhores condições de trabalho, ninguém se manifestou sobre as perseguições pessoais que decorrem de uma gestão pública de retaliações e ninguém se manifestou em favor da educação.

Mesmo assim, foi um passo para o resgate de uma profissão tão aviltada e menosprezada como se menor fosse para a sociedade.

Agora, teremos o novo plano de cargos e salários e penso que é hora de nova mobilização, pois a classe deve ser contemplada e sabemos que se não houver "movimento", conversas e uma nova procura para representações, a classe talvez fique de fora.

Então, a correlação que poderia fazer, repasso para vocês da classe, perguntando se já estão aprendendo que sem coragem e real interesse na questão educacional, nada acontecerá de positivo tanto na vida de vocês, como da sociedade.

Sei que Amanda Gurgel questiona exatamente isto que estou propondo a classe, a responsabilidade da "salvação" do país, com toda certeza não está nas mãos dos educadores, mas é com vocês que esta corrida de revezamento começa e quando passarem o bastão adiante, poderão perceber que fizeram a diferença na sociedade, não o deixando cair.

quinta-feira, 26 de maio de 2011

Tráfico de influência

Tráfico de influência consiste na prática ilegal de uma pessoa se aproveitar da sua posição privilegiada dentro de uma empresa ou entidade, ou das suas conexões com pessoas em posição de autoridade, para obter favores ou benefícios para terceiros, geralmente em troca de favores ou pagamento.

É um dos crimes praticados por particulares (empresários e políticos, no Brasil), principalmente contra a administração pública em geral. Consiste em solicitar, exigir, cobrar ou obter, para si ou para outrem, vantagem ou promessa de vantagem (como se fosse um investimento), a pretexto de influir em ato praticado por funcionário público no exercício da função. A pena prevista para esse crime é de reclusão, de 2 a 5 anos, e multa. A pena é aumentada da metade, se o agente alega ou insinua que a vantagem é também destinada ao funcionário.

Veja Art. 332 do Código Penal.


Assim está na Wilkipédia, e todos nós conhecemos como isto se dá.

Agora, como isto passou a ser prática que toleramos sem questionar?

Vejamos, a troca de favores e gentilezas, são agradáveis e positivas em sociedade, pois expressam nossa dignidade, estimulam nosso senso de justiça e solidariedade que a "troca" social acaba por implicar na sociedade. Dizemos "obrigada", ficamos agradecidos e trocaremos esta gentileza com outras pessoas. Assim se vive a socialização necessária para a humanidade.

Isto começa a desvirtuar a ética da sociedade, quando esta "troca" se dá por interesses corporativistas, negócios, vantagens eleitorais e chegaremos ao benefício de uns em detrimentos de muitos. Neste exato momento, se dá o absurdo social! Quando por exemplo, passamos a trocar lugar em filas de atendimento para exames, onde passamos alguém para trás neste atendimento, ou quando negociamos comissões de fornecedores, pois estamos com o privilégio do poder instituído. Estes são os exemplos mais simples, cotidianos e que vejo não são questionados por ninguém. Muito pelo contrário, percebo até que muitos alegam que escolhem seus representantes, justamente por terem usado o tráfico de influência para que conseguisse, vejam bem o absurdo, que seus direitos de cidadão fossem exercidos. Não lembram que alguém foi passado para trás, que alguém perdeu oportunidades de apresentar seu negócio, pela ganância daquele que detém o poder. Esquecem também, que a saúde de outro pode ter se agravado por termos passado a frente neste atendimento. Não percebem que negaram a crianças em risco social, o direito a frequentar uma creche, ou de ter garantido a oportunidade estabelecida por nossa Constituição.

Mas, o pior disto tudo, é que a cada dia, vemos mais e mais esta prática sendo colocada como aceitável, e até tida como "capacidade" daquele que oferece o tráfico de influência. Conheço pessoas que não percebem que aquele indivíduo bonzinho, está corrompendo conceitos éticos e o está manipulando para seu (dele) próprio benefício. E assim, hoje se rompe a cadeia de troca social tão importante para que se viva oportunidades iguais para todos, levando a sociedade a um salve-se quem puder tão danoso para todos nós.

Penso que já se demonstrou que sem o mínimo de ética, não chegaremos a lugar nenhum. Que continuaremos a ser enganados e nunca teremos nossos direitos assegurados, pois somos os primeiros a correr atrás das migalhas, e aceitamos que nos corrompam de forma tão vil.

Não podemos aceitar que tudo "pareça" ser ético e normal. Temos que exigir que "seja" de fato ético e normal.

Se somente parecer, vamos dizer não!

terça-feira, 24 de maio de 2011

Um bom exemplo para Mangaratiba

Mangaratiba ainda vive produzindo tanto lixo, apesar de consumir tanto material que poderia ser reciclado.O que nos leva a ser tão ultrapassados em relação a preservação do meio ambiente e a economia sustentável?

Iniciativa!!!!!!!!!!




Comunidade carioca é exemplo em reaproveitamento de garrafas PET

Na favela do Vigário Geral, Rio de Janeiro, procurar embalagens plásticas é tarefa árdua. Mas nem sempre foi assim. Essa dificuldade surgiu quando o Projeto Reciclagem & Cultura chegou à comunidade e propôs transformar PET em móveis.
No começo muitos não conseguiam imaginar como as garrafas poderiam ser matéria-prima. Mas, a ideia deu certo e hoje a comunidade inteira participa da coleta, de modo que encontrar embalagens plásticas na comunidade, atualmente, é como “procurar agulha no palheiro”.
As peças de destaque são as poltronas e pufes de garrafa PET. Quase todas as casas da favela já trocaram PETs por móveis. A proposta no início do projeto era de que as pessoas levassem de 75 a 250 garrafas até a cooperativa e as trocassem por um pufe ou poltrona nova. Foram tantas as pessoas que se interessaram que os idealizadores tiveram que restringir a quantidade de pufes a um por família.
O projeto estipulou metas para quem quisesse trabalhar na cooperativa. No começo do projeto eram necessárias, no mínimo, 900 garrafas e facilmente a meta era batida, com o tempo, diminuiu para 750 a quantidade de garrafas necessárias para os trabalhos e ainda assim, a dificuldade em encontrar o material é grande. Dessa forma, os catadores tiveram que passar a buscar embalagens em outras comunidades.
Hoje os pufes são comercializados. Já foram vendidos mais de cem deles de uma só vez para uma loja de departamentos de Londres. A região recebeu retorno financeiro e ainda minimizou consideravelmente a quantidade de lixo produzido da área.
O material que para alguns é objeto de trabalho e fonte de renda, para outros ainda é lixo. O fato é que reaproveitar objetos é um exercício de criatividade que contribui para o bolso e para o meio ambiente. Milhares de peças que se descartam diariamente no lixo têm alguma serventia e não é preciso ser artista para ter esta percepção. Com informações do site Net Network.
Redação CicloVivo